Oficinas gratuitas dias 27, 28 e 29, saiba mais e inscreva-se!

Mostra Instrumental oferece os pequenos cursos em parceria com o festival Conexão BH e a Casa Una

Foto Oficinas
Depois de uma série de shows em Belo Horizonte no último mês de outubro, a Mostra Nova Música Instrumental oferece agora oficinas gratuitas para músicos da cidade. Os temas  vão da música indiana ao afrojazz, da improvisação à alquimia sonora, com objetivo de contribuir  na formação da cena local.

As oficinas acontecem nos dias 27, 28 e 29 de maio (segunda, terça e quarta), durante a manhã, tarde e noite, na Casa Una (R. Aimorés, 1451, Funcionários). A iniciativa é uma ação paralela ao festival Conexão BH, que acontece de 29 de maio a 2 de junho na capital mineira.

A diversidade de programas e ementas é uma das características dessa iniciativa. Assim como na Mostra,  as oficinas passeiam pelas diversas possibilidades do gênero. Os alunos poderão aprender sobre os ritmos do sul da Índia, com Ricardo Passos, ou da vizinha Argentina com Pablo Passini. No campo da música brasileira, as oficinas trazem aprendizados de pandeiro, com Túlio Araújo, violão de sete cordas com Lucas Telles e violão no choro com Carlos Walter.

Cantores e cantoras não ficam de fora e podem se aprofundar na oficina de “Voz como instrumento”, de Leopoldina. Completam a programação os cursos de Afrojazz com Mateus Bahiense, Improvisação Livre com Felipe José e Introdução à Alquimia Sonora com Leandro César.

As oficinas da Mostra Nova Música Instrumental são realizadas pela Agência Cultural Ultrapássaro, integram a Rede Conexão, que realiza o festival Conexão BH e são patrocinadas pela Vivo.

Veja a programação completa abaixo:

SEGUNDA , 27/05

10h às 13h – A voz como instrumento – Leopoldina
Público: Cantores profissionais e amadores. Faixa etária a partir dos 15 anos.

14h às 17h – O Violão no Choro – Carlos Walter
Requisitos: possuir violão e saber ler cifras (ou formar acordes)

19h às 22h – Aulas de Pandeiro Avançado – Túlio Araújo
Requisito: Levar seu próprio pandeiro
TERÇA, 28/05

10h às 13h – Violão de 7 cordas na música brasileira – Lucas Telles

14h às 17h – Afrojazz – Mateus Bahiense
Requisito: Ser músico e levar o seu instrumento

19h às 22h – Introdução à Alquimia Sonora – Leandro César
Público em geral

QUARTA, 29/05

10h às 13h – Improvisação Livre – Felipe José

10h às 13h – Música Argentina – Pablo Passini
Requisitos: Ser músico e levar o seu instrumento

14h às 17h – Ritmos no sul da Índia e sua aplicação prática em outras músicas – Ricardo Passos
Público: Músicos e compositores em geral


INSCRIÇÕES

Você pode se inscrever nas oficinas no site do Sympla, a partir do link abaixo. Mas ATENÇÃO, confira primeiro os pré-requisitos e o público alvo ementas de cada curso para saber de qual oficina você poderá participar:

https://www.sympla.com.br/ciclo-de-oficinas-da-mostra-nova-musica-instrumental–27-28-e-29-de-maio__12890

Outras informações: (31)9285.9016

EMENTAS 

Veja abaixo as informações completas sobre cada oficina

LUCAS TELLES - O VIOLÃO DE 7 CORDAS NA MÚSICA BRASILEIRA

A oficina abordará através de exemplos históricos, como foi o início da utilização do violão de 7 cordas no Brasil e o desenvolvimento de sua linguagem, ao longo de mais de 100 anos de uso, até os dias de hoje. Serão mostradas fotos e gravações de vários períodos deste processo, sendo descrita a importância dos maiores ícones deste instrumento e abordadas as atuais tendências da forma de tocar o violão de 7 cordas. A oficina terá livre participação de seus ouvintes com perguntas e comentários e exemplos práticos serão constantemente trabalhados em conjunto no seu decorrer.


MATEUS BAHIENSE - AFROJAZZ

A Oficina ministrada pelo percussionista Mateus Bahiense procura visitar as novas ideias que surgiram com o advento do Jazz Negro norte americano e da música instrumental africana e brasileira. Nomes como Miles Davis, John Coltrane, Charles Mingus, Mamoud Ahmed, Fela Kuti, Naná Vasconcelos, e muitos outros, representam esse cenário marginal da música instrumental. Conceitos como Compasso Zero, Acorde Fantasma, Composição Livre, Politonalismo, Multicontrapontos, Groove, Improvisação, Textura, Identidade, Coletividade… serão mixados rumo a uma equação imprevisível.


FELIPE JOSÉ - 
IMPROVISAÇÃO LIVRE

A IMPROVISAÇÃO LIVRE  acontece em toda música não premeditada, que acontece aqui e agora, onde estamos. O que não significa que seja gratuita ou sem direção. Existem várias formas de guiar/orientar o improviso. Mostraremos diferentes abordagens para o momento musical espontâneo, tais como estímulo imagético, estruturas aleatórias e jogos de interação.


TÚLIO ARAÚJO - AULAS AVANÇADAS DE PANDEIRO

Túlio Araújo apresenta seu projeto de workshops coletivos para músicos, percussionistas, artistas e entusiastas do instrumento. Na oficina ele introduz seu método próprio, desenvolvido em mais de 10 anos de estudos com mestres como Marcos Suzano, Santiago Reyther e Jorginho do Pandeiro, onde apresenta técnicas rítmicas teóricas e práticas, com partituras e exercícios corporais e mentais, garantindo que qualquer um pode aprender.
http://www.tulioaraujo.com.br

CARLOS WALTER - O VIOLÃO NO CHORO

Oficina sobre as linguagens violonísticas do choro com abordagem geral dos seguintes temas: história, estrutura e variações rítmicas do choro, principais intérpretes e compositores, arranjos exemplificativos, exercícios e mecanismos técnicos de tocabilidade, dicas de performance e prática de conjunto.

 

LEOPOLDINA - A VOZ COMO INSTRUMENTO DE EXPRESSÃO

A oficina “ A Voz Como Instrumento de Expressão” tem o seu enfoque na descoberta dos sons e da musicalidade que o corpo produz.  Resgata-se, portanto, a memória do canto em nós e nos conscientiza do recurso da voz como instrumento de expressão. Este trabalho gera por conseqüência um retorno contínuo à capacidade de criação, improvisação e interpretação das músicas instrumentais e populares.


LEANDRO CÉSAR -INTRODUÇÃO À ALQUIMIA SONORA

O aprofundamento do discurso tímbrico e técnico para uma música a se inventar. O trabalho e pesquisa de artistas como Walter Smetak, Marco Antônio Guimarães, Harry Partch, O grivo, dentre outros, é uma fonte de busca de sons capazes de romper com a expectativa da audição. Além de conhecer um pouco mais sobre essas referências a oficina propõe um momento prático utilizando instrumentos construídos por Leandro César.

PABLO PASSINI - MÚSICA ARGENTINA

O objetivo da oficina é compartilhar e divulgar a experiência da musica argentina. Serão apreciados os estilos mais marcantes dentro do tango e do folclore argentino, a partir de um trabalho prático e de escuta. Abordaremos diferentes aspectos da linguagem, dos ritmos e das formas de acompanhamento em cada caso. Será feita uma seleção das grandes referências da musica instrumental e partir desse conhecimento ouviremos exemplos relevantes da musica instrumental atual.

 

RICARDO PASSOS - O SISTEMA RÍTMICO INDIANO E A SUA APLICAÇÃO A OUTRAS MÚSICAS

A oficina vai se fixar no método de aprendizagem do sistema rítmico indiano, que consiste num sistema de memorização de sílabas onomatopéicas (TAKADIMI, TAKITA, TADIGENATOM, etc.), através do qual o músico é capaz de cantar, com uma clara imagem mental, tudo o que toca, tornando-se um meio eficaz para o domínio do ciclo e para a aplicação da rítmica indiana a qualquer instrumento e a músicas como o jazz, o contemporâneo e a MPB.

MOSTRA NOVA MÚSICA INSTRUMENTAL
O festival teve sua terceira edição realizada em Belo Horizonte, nos dias 20 e 21 de outubro de 2012, com uma série de grandes encontros de artistas da cena local com nomes nacionais. Realizado no parque municipal, no clima de outras ações de convivência como piquenique, slowfood e bicicletada, a Mostra teve, entre seus destaques, as apresentações de Carlos Malta, André Mehmari, Antônio Loureiro e Misturada Orquestra. Desde sua primeira edição, o festival prioriza ações de contrapartida para a cena musical da cidade, como a realização de oficinas e o intercâmbio entre diferentes linguagens e estilos do instrumental.

CONEXÃO BH
O Conexão é, desde 2001, uma plataforma de incentivo e difusão da música brasileira. Em 2013, o Conexão mantém-se articulado e realizando ações contundentes e contínuas, demonstrando se uma Rede constituída por iniciativas sólidas do mercado musical
brasileiro, capazes de transformar a condição individual de cada empreendedor envolvido. O Conexão mantém a sua essência abrangendo ações realizadas por meio da plataforma própria em capitais e cidades-polo do interior, em conjunto com projetos
parceiros (festivais e palcos estáveis), formando um circuito nacional com programação contínua ao longo do ano (tanto expositiva quanto formativa), com espelhamento em uma plataforma virtual coletiva, capaz de manter permanentemente a percepção pública da
Rede no longo prazo, valorizando a produção, os movimentos musicais dos territórios e as conexões artísticas e profissionais em todos os níveis.
SOBRE A TELEFÔNICA | VIVO
A Telefônica|Vivo é a maior empresa de telecomunicações do País, com 91,9 milhões de clientes, sendo 76,8 milhões apenas na operação móvel, na qual detém o maior market share do segmento (29,67%) em âmbito nacional, de acordo com resultados do balanço trimestral (3T12). O Grupo Telefonica é um dos maiores conglomerados de comunicação domundo, com presença em 25 países, 313,8 milhões de acessos, 286 mil empregados e receitas de 62,8 bilhões de euros (2011).

Entrevista Mostra Instrumental – Iconili


Foto: Flora Rajão

Dois dias após terem “quebrado tudo” nas comemorações do “Fela Day” em BH, o grupo é destaque no Parque Municipal com o convidado Sérgio Pererê. A percussionista Nara Torres fala sobre a diversidade da cena instrumental de Belo Horizonte e sobre o show na mostra neste sábado (21). O Iconili é um grupo em ascensão na cena independente do país, com uma mistura de rock, afro-beat e outros gêneros.Leia abaixo a entrevista com Nara Torres do Iconili

- Como está a carreira de vocês atualmente e quais os planos?

O ano de 2012 tem sido muito importante para o ICONILI. A banda começou o ano com 7 integrantes e foi agregando mais referências, até chegar a formação atual com 11 pessoas. Conseguimos estabelecer um cotidiano de muito trabalho, seja nos 3 ensaios semanais que fazemos, seja na enxurrada de emails que trocamos todos os dias para decidir questões de produção. Participamos de importantes festivais este ano e estreitamos o contato com o público, tocando em algumas casas noturnas da cidade. Somos responsáveis coletivamente pela gestão artística do nosso trabalho, coletivo em sua essência, e o ICONILI tem funcionado como uma fábrica muito produtiva, com suas 11 cabeças pensantes, atuantes e opinantes. A banda está preparando projetos de circulação, gravação e projetos mais ousados, que envolvem participações com alguns nomes importantes da música brasileira… Estamos em fase de mixagem de um EP com 5 faixas da safra atual, que será lançado no final do ano, Existe um clipe que está em processo de edição, do nosso novo single “O Rei de Tupanga”. E estamos nos preparando agora para três shows fora de BH, dia 01/11 no Rio (Circo Voador, Festival MOLA), dia 11/11 no Leblon Jazz Festival (no mesmo festival de nosso grande ídolo Mulatu Astatke) e dia 13/11 em São Paulo, no SESC Pompéia. E queremos voar! 

 

- Como vocês avaliam a atual cena da Música Instrumental em Minas? Fale sobre essa cena…

Belo Horizonte é uma cidade que alimenta a alma dos amantes da música. Sou do interior (onde as opções culturais ainda são escassas, estão melhorando mas precisam melhorar mais), vivo aqui há 9 anos e sempre senti isso. Mesmo com as dificuldades impostas pela atual gestão municipal para a realização de eventos gratuitos nos espaços públicos da cidade, é frequente, constante e regular a realização de festivais, mostras, encontros nos quais o público pode apreciar música de muita qualidade. Aqui existe uma tradição musical, até por sermos, na minha opinião, uma terra de passagem, situada entre importantes estados do Brasil… são referências diversas que se encontram pelas esquinas de Minas… onde somos apreciadores e praticantes da cultura popular nordestina, das tradições cariocas, das vanguardas paulistas, das harmonias mineiras, das novidades estrangeiras, de tudo o que possa haver de híbrido entre estas escolas… acredito que a atual cena instrumental de Belo Horizonte reflete isso: o caldeirão cotidiano de informações e referências em que estamos imersos na vida contemporânea. Temos na cena instrumental de Belo Horizonte trabalhos muito diversos esteticamente (como por exemplo as bandas Iconili, Dibigode, Frito Na Hora, Diapasão, Misturada, DelegasCia,  Sharawadji, Brascubazz, DJUN…) mas que de alguma forma estão sempre dialogando e se contagiando mutuamente de referências e possibilidades, nesse diálogo de alteridades e identificações que é a arte. E “se o rádio não toca, a música que você quer ouvir”, temos hoje a internet para circular e valorizar toda essa competente produção que acontece por aqui.

 - A Mostra Nova Música Instrumental tem a proposta de ocupar os parques da cidade, realizar piqueniques, bicicletadas, ações de convivência, eventos gratuitos no espaço público … Como é para vocês, como artistas, participar de um evento com essa proposta? 

Maravilhoso! O Parque Municipal é um espaço lindo da cidade que nos convida a reflexão… por que não aproveitamos tanto estes lugares em BH? Por que não fazemos tantos piqueniques, encontros gratuitos, por que não curtimos nossas praças? Será uma questão cultural ou será uma falta de incentivo e estrutura para que a população possa, de fato, ser dona de sua cidade? É importantíssima a realização de eventos como este, tanto pelo convite ao deleite da cidade em que vivemos, quanto pela estrutura que pode oferecer ao artista, que, apesar da aparência glamourosa, cotidianamente sofre bastante estando a mercê de empresários e donos de casas de shows –  que comem parte da bilheteria, cobram um ingresso caro, vendem uma bebida cara para o público e deixam o músico na pior! Viva os festivais na rua, com cachê digno para os artistas e entrada gratuita para o público! Acredito que o caminho é esse mesmo…

 

Piquenique na Mostra, traga sua toalha, guloseimas e entre no ritmo do Slow Food

O smartphone vibrou. Nova mensagem, ligação perdida, olhadela no relógio e o dia já está atrasado de novo. Trânsito, música no carro, notícias na rádio ou nos fones de ouvido dentro do ônibus. Já estudou o que precisava? Preparou aquela pendência do trabalho? O que está faltando? Buzinaço, propagandas, ruas cheias, tempo passando, bateu a fome. E agora?

Nosso ritmo de alimentação segue a mesma lógica da vida nas metrópoles nesse século XXI: Não há tempo, não dá tempo, só se for pra já. Comer é um ato de pressa, misturado ao nosso pequeno caos cotidiano, tudo com hora muito marcada e aproveitada pelo marketing dos fast foods e sedutoras porcarias de qualquer tipo.

Como forma de desafiar o corre-corre e promover uma experiência diferente e vagarosa no espaço urbano de BH, a Mostra Instrumental realiza, desde sua primeira edição, piqueniques coletivos e ações em parceria com o movimento Slow Food no Brasil. Neste ano, a iniciativa será repetida durante os shows do festival, nos dias 20 e 21 de outubro, no Parque Municipal, a partir das 14h.

A Mostra e o Slow Food Brasil convidam todo público a trazer suas toalhas, deitar as guloseimas sobre a grama, caprichar no pote daquela geléia que só a avó sabe fazer, embrulhar o queijo que veio da roça, preparar um bolo, botar tudo na roda e curtir o dia. A música vai embalar essa experiência, de prazer pela boca e pelos ouvidos.

SOBRE O SLOW FOOD NO MUNDO E EM BH

O Movimento Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989. Sua filosofia visa conjugar o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Hoje, no mundo todo são mais de 100 mil associados que formam e mantêm o movimento.

Em Minas Gerais, o Slow Food chegou há pouco tempo por meio de um Convivium, grupo de promoção da filosofia slow. Nascido em abril deste ano, o Convivium Sonhos de Liberdade, como é chamado, vem adquirido mais adeptos a cada dia.

Segundo Isabela Gui, uma das integrantes do movimento em BH, o princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto os produtores. A filosofia Slow opõe-se à tendência de padronização do alimento e defende a necessidade de que os consumidores sejam bem informados, tornando-se co-produtores. “Todos nós temos direito a um alimento que seja nutritivo e deliciosamente saboroso”, completa.

Para Isabela, é de extrema importância a existência de ações como a Mostra Instrumental, juntando a música, a natureza e o convívio comunitário. “Música e alimento tem tudo a ver! Principalmente música instrumental de primeira qualidade, como vamos ver na Mostra. Faz bem ao espírito e ao corpo, assim como um bom alimento”, explica.

Conheça o canal da Mostra Instrumental no Youtube

A Mostra Nova Musica Instrumental Mineira lançou um canal no Youtube com vários vídeos das ultimas edições do evento.

Um deles é uma conversa exclusiva com Benjamin Taubkin, falando sobre a sua relação com a música e com a vida. Outro vídeo que também vale a pena conferir conta com trechos do workshop ministrado por Caíto Marcondes. Os dois foram atrações da Mostra em 2010.
Além disso, o canal inclui gravações de shows que rolaram nas últimas edições, como a apresentação de Rafael Martini com Marcos Frederico e Titane (vídeo acima).

Confira todos os vídeos em: http://www.youtube.com/mostrainstrumental

Entrevista Mostra Instrumental: Fred Heliodoro

Foto: Marina Lima

Com 25 anos, Fred Heliodoro é um nome cada vez mais falado na cena musical de Minas Gerais. Baixista, guitarrista e compositor, já lançou dois álbuns apenas com musicas autorais. Ele é uma das atrações do sábado (20), primeiro dia da Mostra Instrumental no Parque Municipal. Confira abaixo a entrevista com ele:

- Como está sua carreira atualmente e quais os planos?

Minha carreira está muito bem! Estou compondo musicas novas, arranjando, lançando meu segundo disco, “Dois Mundos”, estudando e descobrindo a música cada vez mais! Os planos são de continuar na meta de um ou mais discos por ano… Fazer muitos shows e muita música com artistas de todo o mundo!

- Como você avalia a atual cena da Música Instrumental em Minas? Fale sobre essa cena…

Acho que a cena da música instrumental em Minas tem crescido muito. Tem muita gente tocando e estudando, querendo mostrar sua arte para o público. Tudo isso com uma identidade muito bacana, que só quem é daqui, tem. Acho que artista não falta. O que falta é lugar pra tocar. Infelizmente, os bares não têm estrutura, trazendo muita reclamação dos vizinhos, os contratantes não oferecem bons cachês, não têm interesse e não há um público interessado nos shows. As pessoas esquecem que a música se desenvolve quando os instrumentistas estão tocando, seja num estúdio, num bar, num restaurante, numa garagem, num porão etc. Shows pequenos trazem muita honestidade e esforço artístico. Quanto mais interessado é o público, mais responsabilidade terá o músico que toca, fazendo assim com que a qualidade suba muito nas performances musicais. Os shows grandes normalmente recebem uma grande quantidade de pessoas. Mas já reparei e notei que 80% delas não estão nem aí para quem está tocando e isso me deixa um pouco triste. Todos se interessam em arte, quadros, instalações, cinema, mostras de design, arquitetura etc. Mas qual o motivo de tanta conversa e falta de atenção quando acontece um show de música autoral num bar ou boate? Onde está a curiosidade das pessoas? O desejo de ver e ouvir algo inédito? O desejo de tornar Minas Gerais um pólo artístico que realmente voe para o mundo inteiro? Nível nós temos! Acredito muito na música daqui, amo a música daqui e acho que a cena atual é ótima! Mas precisamos de mais lugares para mostrar nosso trabalho e precisamos de público interessado e crítico!

- A Mostra Nova Música Instrumental tem a proposta de ocupar os parques da cidade, realizar piqueniques, bicicletadas, ações de convivência, eventos gratuitos no espaço público… Como é para você, como artista, participar de um evento com essa proposta? 

Eu acho realmente ótimo poder participar de um evento como esse. Acho uma bela iniciativa colocar música instrumental nos parques e ainda contar com intervenções favorecendo o público e o evento. A idéia de criar um vínculo interativo entre o público e o artista, tornando a nossa arte mais acessível e respeitada, é extremamente sábia! Muito obrigado pelo convite, Mostra da Nova Música Instrumental Mineira!

Vá de bike: Mostra Instrumental incentiva transporte sustentável

Muito mais do que um brinquedo, esporte ou lazer, a bicicleta ganha espaço como transporte nas grandes cidades brasileiras, onde, às vezes, o caos do trânsito de automóveis fica insuportável. Além de garantir a fuga dos congestionamentos, a bicicleta também surge como solução ambientalmente sustentável, já que não emite gases e não polui.

Pensando na importância de praticas saudáveis e sustentáveis na cidade grande, a Mostra Instrumental apóia a utilização da bicicleta como meio de transporte. Para isso, a organização do festival montou uma estrutura que inclui bicicletário com trinta vagas e segurança para os ciclistas e suas bikes. O bicicletário estará disponível nos dois dias da Mostra, na entrada do Parque Municipal, pela Alameda Ezequiel Dias.

Bike no Brasil e em BH

Há algum tempo, o Brasil vem entrando na onda das pedaladas e já é o terceiro maior produtor e o quinto maior consumidor de bikes, segundo a Abraciclo, entidade que representa os fabricantes de veículos de duas rodas. Muito se deve, também, à baixa qualidade dos serviços de transportes públicos nas grandes cidades, como Belo Horizonte, que sofre com a falta de linhas de metrô para abastecer as áreas centrais de maior concentração populacional. Hoje, BH conta apenas com 36 km de ciclovias. A BHTrans promete chegar a 381 km implantados até 2020.

O Movimento Mountain Bike BH, parceiro da Mostra, é um dos principais apoiadores da bike como transporte urbano, na capital. Eles são responsáveis pelo RUTs (Rolé Urbano das Terças), uma ‘pedalada urbana semanal’. A proposta do RUTs é destacar a simplicidade da bicicleta, sem custos adicionais, além dos equipamentos. Saiba mais: http://mountainbikebh.com.br/

Entrevista Mostra Instrumental: Antonio Loureiro

Valorizar e dar destaque central à nova cena musical de Minas é uma das prioridades da Mostra Nova Música Instrumental, desde sua primeira edição. Em 2012, um dos principais representantes dessa geração é o multi-instrumentista Antonio Loureiro, radicado em São Paulo e que recentemente lançou o disco “Só”. Ele se apresenta no Parque Municipal no dia 21 de outubro, domingo, recebendo como convidado Carlos Malta (RJ)

Veja abaixo a entrevista com Antonio Loureiro:

- Fale um pouco sobre sua carreira atualmente, planos, etc..

Estou em um momento legal porque meu segundo CD acabou de chegar, com o nome de “Só”, que é também o nome de uma das faixas. Tenho também um trio que me acompanha, que é formado pelo Pedro Ito e pelo Marcos Paiva. No show em BH teremos especialmente a participação do Ricardo Mosca na Bateria. É um disco que gosto muito, há muitas participações especiais e que foi muito bem finalizado pela Borandá, que é a agência que me acompanha agora. Agora vamos entrar na fase de rodar com esse trabalho, na Mostra não será ainda um lançamento oficial, mas vamos mostrar muita coisa dele.

- Como você avalia a atual cena da música instrumental em Minas Gerais?

Admiro muita gente nessa cena e conheço bem algumas com quem eu toco ou já toquei. O Fred Heliodoro, por exemplo, é um cara que me impressiona muito. O Rafael Martini é outro cara muito fantástico também. Outra galera é a Misturada Orquestra, que teve seu lançamento há pouco tempo com uma proposta muito boa. Acho que uma característica dessa cena é que ela está sempre se transformando. É uma galera nova e ao mesmo tempo muito ativa.

-   A Mostra tem uma característica de promover piqueniques, encontros nos parques, bicicletadas, ações de convivência. Como é, na perspectiva do artista, participar de um evento desse?

Acho muito bonito, principalmente o vínculo com os piqueniques, essa coisa de parar um pouco. Acho que é uma Utopia nossa, mas que devemos buscar constantemente, essa busca pelo silêncio, pela calma. Penso nisso ainda mais agora vivendo nessa cidade maluca que é São Paulo. Devemos, mesmo como músicos, prezar pelo silêncio, emanar essa ideia. É tanto ruído o tempo todo, devemos alcançar o silêncio para ouvir música, o silêncio para comer, o silêncio para a reflexão, o silêncio para o amor, essa é a ideia que queremos.


MOSTRA INSTRUMENTAL

Música, convivência, piquenique, improviso e espontaneidade nos parques de Belo Horizonte

Piqueniques

Aproveite os piqueniques que vão acontecer durante os shows da Mostra: convide seus amigos, traga uma toalha e alguns comes & bebes para compartilhar.

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